Caminho do Forte/ Ponte sobre o Rio Potengi - Natal/RN - 2.007
sábado, 29 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Barcos
Voltei ao Cais...,
a este ancoradouro velho e enferrujado,
nunca pensei aqui voltar...,
sempre pensei, passar ao lado! ...
Vim despedir-me do amor, nem disse adeus,
parte apressado,
mas vá ele para onde for,
queria dizer-lhe que é amor amado!! ...
Mas já não há navio ancorado, também, ...
não existe Mar!! ...
O Cais está seco, abandonado,
sinto que cheguei atrasado
e já nem Lágrimas,
vou poder chorar!
(AUTOR DESCONHECIDO)
a este ancoradouro velho e enferrujado,
nunca pensei aqui voltar...,
sempre pensei, passar ao lado! ...
Vim despedir-me do amor, nem disse adeus,
parte apressado,
mas vá ele para onde for,
queria dizer-lhe que é amor amado!! ...
Mas já não há navio ancorado, também, ...
não existe Mar!! ...
O Cais está seco, abandonado,
sinto que cheguei atrasado
e já nem Lágrimas,
vou poder chorar!
(AUTOR DESCONHECIDO)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Barcos
O BARCO (M. Luiza Adães)
Viu chegar o Barco que ninguém via ...
…apenas O podia olhar e ver
…apenas ela e não os outros,
Quem sabia a razão da sua chegada?
Quem notou no seu sorriso
A graça dessa Presença?
E as velas diáfanas acenavam, quais pombas brancas,
Acenavam num convite à viagem final.
Olhou á sua volta os locais, ainda não abandonados
Uma saudade prematura a envolveu,
O horizonte brilhava com toda a Sua pureza…
Aguardava a próxima maré…
Viu chegar o Barco que ninguém via ...
…apenas O podia olhar e ver
…apenas ela e não os outros,
Quem sabia a razão da sua chegada?
Quem notou no seu sorriso
A graça dessa Presença?
E as velas diáfanas acenavam, quais pombas brancas,
Acenavam num convite à viagem final.
Olhou á sua volta os locais, ainda não abandonados
Uma saudade prematura a envolveu,
O horizonte brilhava com toda a Sua pureza…
Aguardava a próxima maré…
domingo, 23 de novembro de 2008
Barcos
Uma gota de chuva
Ficou presa pelo fio
Faiscando a luz do sol
Até se evaporar
Tive pena daquela gota pequena
Que por alguns instantes
Brilhou mais
Que o mais puro brilhante
Para em seguida se apagar...
Quanta gente existe no mundo
Que alardeia virtudes
Que são como gotas de chuva
De efêmero brilhar
Quantas coisas sonhamos
Um dia poder realizar
Porém,como as gotas de chuva
Os sonhos se desfazem
Ao despertar...
(autor desconhecido)
Ficou presa pelo fio
Faiscando a luz do sol
Até se evaporar
Tive pena daquela gota pequena
Que por alguns instantes
Brilhou mais
Que o mais puro brilhante
Para em seguida se apagar...
Quanta gente existe no mundo
Que alardeia virtudes
Que são como gotas de chuva
De efêmero brilhar
Quantas coisas sonhamos
Um dia poder realizar
Porém,como as gotas de chuva
Os sonhos se desfazem
Ao despertar...
(autor desconhecido)
sábado, 22 de novembro de 2008
Barcos
Natal/RN - Porto do Mangue/2.007
Barco à Vela (Francisco Leonardo/Portugal)
Num barco à vela
Eu velejei sem destino…
Sem ter medo de nada.
Fui em busca do novo
MundoAquele que vem lá do fundo,
Aquele que imagino ser o do futuro!
Enquanto içava as velas
Em novos horizontes ia pensando,
Incrustando na minha mente
Essa vontade que se me ateia…
Por águas oceânicas navego
Só, no barco que me transporta
E sonhando muitas vezes…
Esse barco fazia-me de todo acreditar
Que o meu sonho havia de chegar!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
Praia da Redinha/Natal-RN
Inocência (Lobo Pelegrino)
Uma Criança a brincar no parque
Uma Criança a brincar no parque
Com seu sorriso a reluzir o dia,
Inspiradora e linda a sua arte
Que com vontade ela fazia.
Deslizava o dedo na suave areia
Deslizava o dedo na suave areia
Fazendo formas -
Oh que virgindade!
Desenhava sol, lua, estrela,-
Explodia e ria de felicidade!
Criança bela de rara inocência
Criança bela de rara inocência
Pare o mundo com sua veêmencia,
Para olhar um único dia:
O seu sorriso e a sua verdade,
O seu sorriso e a sua verdade,
Sua brincadeira e a sua arte,-
Que em tudo enxerga a magia!
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Porto do Mangue/Natal-RN - 2.007
MAR PORTUGUÊS (Fernando Pessoa)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
MAR PORTUGUÊS (Fernando Pessoa)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?
Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Porto do Mangue/Natal-RN - 2.007
A Minha Vida é um Barco Abandonado
A minha vida é um barco abandonado
A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?
Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.
Morto corpo da ação sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.
Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.
Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
SOBRE A FOTOGRAFIA - JOSÉ SARAMAGO
Estava eu aqui lendo os Cadernos de Lanzarote, do José Saramago. Nas memórias de 21 de janeiro de 1.995 ele diz: "As mãos levantam a câmara fotográfica à altura dos olhos e o mundo desaparece. Rápido ou lento, segundo o grau de urgência ou de provocação da imagem que vai ser captada, o movimento das mãos respondeu a um estímulo visual. Agora, por trás do visor, o olho fará reaparecer, não o mundo, mas um fragmento dele, o pouco que pode caber no retângulo cujos lados, como lâminas insensiveis, talham e cerceiam o corpo da realidade. Naquele derradeiro e infinito instante que precede o disparo da objetiva, e como se ao longo das linhas que imperativamente limitam o visor existisse uma rede de microscópicas condutas, o mundo exterior ainda procurará penetrar no espaço que lhe foi retirado, para nele deixar um sinal de sua obliterada dimensão. Fragmentos de um todo ou de sua aparência, cada fotografia, por sua vez, é fragmento de fragmentos....." Hoje não precisa mais de fotos, pois estas palavras valem por várias. Quem gosta de fotografia entenderá.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
SOL E MAR
Nem só de sol e mar. Às vezes aparece uma nuvem carregada no final da tarde.
Nuvem Negra (Amgad - Poetisa Portuguesa)
Uma nuvem negra desce sobre o dia.
Arrasta pessoas, faz inebriado o momento
confunde sentimento.
Oculta sorriso que antes era alegria.
Esta nuvem desce sobre um espaço.
Extrai o ser puro, instiga o ódio,transforma o espírito rico em pobre.
Brinca com nervos que se fazem de aço.
Concorrência, traição, falatórios.
Revelação de flores murchas no chão,numa terra de homens doentes
nascem espinhos que espetam esta gente.
Não, não quero perder-me no labirinto
Onde espelhos refletem imagens
de seres ausentes de Deus.
Um homem, um bicho agindo por instinto.
Nuvem Negra (Amgad - Poetisa Portuguesa)
Uma nuvem negra desce sobre o dia.
Arrasta pessoas, faz inebriado o momento
confunde sentimento.
Oculta sorriso que antes era alegria.
Esta nuvem desce sobre um espaço.
Extrai o ser puro, instiga o ódio,transforma o espírito rico em pobre.
Brinca com nervos que se fazem de aço.
Concorrência, traição, falatórios.
Revelação de flores murchas no chão,numa terra de homens doentes
nascem espinhos que espetam esta gente.
Não, não quero perder-me no labirinto
Onde espelhos refletem imagens
de seres ausentes de Deus.
Um homem, um bicho agindo por instinto.
domingo, 2 de novembro de 2008
SOL E MAR
Ponta Negra/Natal-RN - 2.008
Que reclamem os puristas, mas o meu horizonte não está paralelo e não está simétrico, como seria previsto. Seria, pois é do imprevisto, da alteração do ponto de vista, das novas possibilidades do olhar é que se reconstrói o mundo todos os dias. Que desça a nuvem e o mar sobre a areia da praia e nos lave a alma em todo fim de tarde, confirmando a mensagem: valeu por mais este dia de sol e mar.
Que reclamem os puristas, mas o meu horizonte não está paralelo e não está simétrico, como seria previsto. Seria, pois é do imprevisto, da alteração do ponto de vista, das novas possibilidades do olhar é que se reconstrói o mundo todos os dias. Que desça a nuvem e o mar sobre a areia da praia e nos lave a alma em todo fim de tarde, confirmando a mensagem: valeu por mais este dia de sol e mar.
sábado, 1 de novembro de 2008
SOL E MAR
Ponta Negra/Natal-RN - 2.008
Final de tarde, caminhada na areia.
Final de tarde, caminhada na areia.
Meu Destino (Cora Coralina)
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri.
Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...
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