sexta-feira, 3 de abril de 2009

A caminho de Caicó/RN - 2.008

POESIA (Sofia de Mello Bryner )
Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos,
E podemos cantar, é porque estamos,
Nus em sangue, embalando a própria dor,
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos,
E a alma possuirá esse esplendor,
Prometido nas formas que perdemos.

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